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    Sobre Nós

    A J. Garraio & Ca é uma empresa de equipamentos náuticos fundada em 1860 pelos irmãos João e Joaquim Basílio Garraio. Sedeada desde sempre no Cais do Sodré, a J. Garraio iniciou a sua actividade com a regulação de cronómetros de bordo (fazendo uso do seu observatório com luneta de passagens), comercialização de instrumentos náuticos e fundação de uma escola de navegação, na qual se formaram muitos dos capitães da marinha mercante. 

    Sextantes, agulhas de marear, bitáculas, faróis, relógios para câmaras, buzinas de nevoeiro, barómetros, barógrafos, odómetros, hélices, rotadores e telégrafos, eram apenas alguns dos mais importantes instrumentos de navegação de navios comercializados pela J. Garraio na época. 

    Pautando a sua actividade e desenvolvimento pela precisão e segurança dos equipamentos comercializados e pela qualidade da informação disponibilizada, a J. Garraio edita, em 1874, as “Taboas Náuticas” de John William Norie, em português, e inicia a publicação de um “Almanach Marítimo”. Características de faróis, transcrições de roteiros da costa de Portugal Continental e territórios portugueses, legislação diversa e artigos de interesse geral para quem andava no mar, eram informações com que se podia contar neste almanaque, publicado durante 45 anos. 

    Já no início do século XX, a J. Garraio é nomeada sub-agente para a venda de “Cartas Geographicas do Almirantado Inglez” e “Casa Norie“, e tornando-se representante, em Portugal, das casas Kelvin, Bottomlev & Baird, Imray Laurie, Norie e Wilson, em 1917. 

    Dois anos depois, José Rodrigo de Menezes sucede aos irmãos Garraio, assumindo a responsabilidade de dar continuidade ao desenvolvimento constante e sustentado da Casa Garraio. Acompanhando a evolução técnica, transforma então, a oficina primitiva, reapetrechando-a, aperfeiçoando-a e alargando o seu âmbito no fabrico de instrumentos náuticos eléctricos e de precisão, alguns dos quais presentes em exposições internacionais e premiados com o Diploma de Honra na Exposição do Rio de Janeiro de 1922 e “Grand Prix” de Sevilha em 1929. Desta forma, telégrafos de ordens para bordo, luzes de navegação e bitáculas das marcas registadas "Transatlantica" e "Pescadora", anteriormente importados do estrangeiro, passam a ser fabricados em Portugal. A J. Garraio passa também a desenvolver o fabrico especial de agulhões, para os Doris da pesca do bacalhau. 

    Em 1943, um artigo do Jornal da Marinha Mercante referia que, durante a sua longa existência, a Casa Garraio prestava relevantes serviços à navegação, fornecendo o Arsenal de Marinha e as mais importantes empresas armadoras da marinha mercante da altura - Empreza Nacional de Navegação, Empresa Insulana de Navegação, Companhia Nacional de Navegação, Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes, Casa Bensaude e todas as demais carreiras de navegação a vapor e à vela. Já durante a última guerra mundial, devido à dificuldade de aquisição de instrumentos náuticos no estrangeiro, quase todos os navios construídos em Portugal passam a ser equipados com os instrumentos fabricados pela Casa Garraio, com Patente de Introdução de Nova Indústria.